quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

"Farrapos"


Apesar da participação do colorado gaúcho ter se destacado somente na última década, o Sport Club Internacional de Porto Alegre tem tudo para se destacar em um torneio sul-americano. Os gaúchos possuem historicamente perfil para representarem muito bem o Brasil em um campeonato desse porte.
Mas como já foi dito anteriormente, somente esse fator é muito pouco para garantir a glória. Além do perfil guerrilheiro, o colorado possui um time muito interessante para concorrer ao título, principalmente no setor ofensivo, promessa e experiência se equilibram: D'Alessandro, Oscar, Leandro Damião e Dagoberto impõe respeito como comissão de frente e conseguem misturar muitos ingredientes que tal setor necessita. Técnica, inteligência, posicionamento e velocidade, sem falar da finalização. Dorival Jr. não tem do que se queixar quanto ao setor, que conta com opções no banco como Dátolo, Marcos Aurélio, Jô e Gilberto.
A grande dor de cabeça do técnico do Inter é a mesma da grande maioria dos técnicos do cenário nacional, a defesa. O setor defensivo conta com nomes pouco expressivos e confiáveis, perdeu uma promessa para o futebol italiano e por conta disso se expõe com uma dupla de zaga lenta que quando somada aos laterais que se destacam no apoio, pode se tornar fatal.
Dessa forma os volantes acabaram sobrecarregados, de fato existem boas opções, entre elas Guiñazu, porém a idade pode ter lhe tirado um pouco de tal vigor físico que muitas vezes foi invejável.
De qualquer forma o representante gaúcho entra no torneio com muito respeito e grandes expectativas. Assim como a grande maioria dos times Brasileiros vai depender mais do que nunca dos gols marcados, sabe como é aquela velha filosofia: toma 8 e faz 10.

Especulações: Alex Silva é uma grande alternativa do mercado, se integrado ao grupo pode fazer a diferença à favor do clube gaúcho. É um grande nome para dar mais credibilidade a defesa.

Grupo: Enquanto o atual campeão boliviano The Strongest possui um maior peso, além de contar com a altitude ao seu favor, o time peruano Juan Aurich fatalmente será o lanterna do grupo e não oferece grande perigo aos adversários. Porém é inegável a expectativa de que a maior disputa será pela primeira colocação com o atual campeão do torneio internacional. O peso da camisa limpa não vai resolver nenhum jogo nesse campeonato.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Liberta!

Começa um dos maiores torneios do cenário internacional. Os nobres, a população e principalmente os Deuses, se encontram em um estado de frenesia. As batalhas são sucessivas, as perdas são inevitáveis e a glória é o limite. Não se trata de uma simples e cordial disputa entre cavaleiros europeus e, ao mesmo tempo, não se trata de uma disputa sanguinária entre bestas de países baixos. Esse torneio reúne todos os elementos possíveis e imagináveis de uma arte contemplada por uma humanidade. Não se trata simplesmente de uma competição de futebol, se trata de uma luta entre gladiadores.
Nesse torneio as regras são secundárias e ganha aquele que obtiver resultados. Cada elemento que compõe uma partida de futebol tem sua importância potencializada. Natureza, arbitragem, preparo físico, técnica, tática, torcida e principalmente malandragem convivem de forma sinérgica.
É preciso ter coração, é preciso ter ganancia e sangue frio. Não se pode tirar o pé e em se dar o luxo de ser golpeado no momento errado. É preciso raça, é preciso gana e principalmente coragem. Vence aquele que tiver a maior vontade de vencer, vence aquele que tiver maior vontade de viver.
Na grande verdade o torneio já realizou sua primeira fase, mas é a partir da segunda que o Brasil realmente vai se tornar fiel espectador de tamanho espetáculo.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Eficiência e Eficácia.


O Sport Clube Corinthians Paulista levou o caneco passadas 38 rodadas de um campeonato espetacularmente disputado, diga-se de passagem com muito mérito. A verdade é que muitas pessoas encontram as explicações que lhe convém para contestar a credibilidade do título, algumas vezes movidas por puro excesso de sentimento que origina a contestação da arbitragem, do órgão jurídico e até divino responsável pelo futebol nacional. Mas a grande verdade é que o "Timão" deu uma aula de eficiência e eficácia.
Eficiência teve a diretoria, que se moveu e montou um elenco de qualidade com o passar da temporada, após a eliminação na pré-libertadores, seria natural que a receita baixasse e, mesmo quando o time era líder do campeonato, a diretoria não tinha pudor algum de realizar mais contratações ( as vezes de risco, as vezes oportunistas ). O presidente tem uma grande parcela de mérito, uma vez que teve muita personalidade de manter um técnico contestado durante toda temporada, técnico esse que foi fundamental para tal conquista, basta ver o rodízio de escalações, os esquemas táticos adotados, era nítido que o clube paulistano muitas vezes se adaptava as necessidades da partida ( até mesmo porque tinha as peças para mudar a postura do time ). Muitos vão questionar: " Mas isso qualquer um faz, a diferença é que com ele deu certo. ", a diferença é que ele fez certo, tinha um grupo na mão mesmo colocando "estrelas" no banco, teve clareza e conforto ( graças a um certo presidente ) para conduzir o time taticamente dentro do seu entendimento de "treinabilidade".
A eficácia veio como consequência de tudo aquilo que foi planejado, o time liderou o campeonato em muitas estatísticas, se manteve estável durante grande parte da competição mesmo em meio a momentos turbulentos. A verdade é que na maioria das vezes o "bando de loucos" pressionava o time por qualquer pequeno deslize cometido ( caísse para a terceira posição ) e mesmo assim o time não se deixava afundar em crise.
É verdade que o penta campeão brasileiro em poucos momentos foi brilhantemente técnico, na verdade, em muitos jogos ganhou com uma diferença mínima de um gol achado ( se não fosse o gol de empate ). Os grandes destaques da equipe foram os volantes ( ambos na seleção do campeonato ) e de fato falta aquele jogador que inspire a confiança do torcedor, falta aquele jogador que traga a segurança de que em uma bola vai resolver a partida ( talvez seja ele o Adriano, se ele quiser ). Porém, mesmo assim o time soube prevalecer como grupo, soube ser frio, ser taticamente correto ( melhor defesa do campeonato ), ser encorpado o suficiente para substituir a altura os desfalques e, principalmente, soube fazer acontecer o resultado.
Parabéns ao Sport Clube Corinthians Paulista não só pelo título, mas por toda uma filosofia que deve servir de exemplo para os outros clubes do cenário nacional.

domingo, 1 de maio de 2011

Os 4 grandes cariocas

Flamengo;
na temporada passada o torcedor rubro negro foi do céu ao inferno. O que não mudou foram os batimentos cardíacos, o que no início era a badalação do Império do Amor, depois se tornou sofrimento com o desconhecido rebaixamento. Nessa temporada o Flamengo tem animado mais fora de campo do que dentro ( diferente da temporada passada, onde desagradou mais fora do que dentro).
No início criou-se expectativas em torno das novas contratações de Thiago Neves, Ronaldinho Gaúcho, Felipe e Darío Bottinelli. Com o decorrer dos jogos a mesma não foi correspondida, o futebol dentro das quatro linhas não satisfaz o torcedor. Não se sabe até onde o futebol do Ronaldinho Gaúcho e do David ficaram no passado. Não se sabe se o Thiago Neves vai conseguir conviver com a nação e até onde a indisciplina do Felipe vai falar mais alto.
Entre expectativas e promessas, vivemos a realidade. A defesa do flamengo não agrada, muito pelo contrário, uma dupla de zaga equivocada e um lateral esquerdo que ainda não chegou. Do lado direito uma felicidade, o ex-capitão Léo Moura. No gol, Felipe tem desbancado todas as desconfianças com a sua regularidade e, principalmente, tem correspondido nos momentos necessários.
No meio de campo um pouco mais de alívio, uma grande dupla de volantes composta pelo chileno Maldonado ( que de fato não vive seu melhor futebol ), ao lado do maior ladrão de bolas do cenário nacional, Wilhans. Mais a frente, responsáveis pela armação do time, três homens que oscilam entre meio e ataque, Renato Abreu, que apesar da sua idade encontrou mais ritmo do que na temporada passada, Thiago Neves, que apesar da pressão pelo passado tricolôr tem sido o homem que desequilibra ao favor do time e o tão estimado Ronaldinho, que por sua vez peca muito na irregularidade entre um jogador mediano e apagado, as vezes se vê um relampejo de genialidade e outras vezes nada acontece. É uma utopia esperar aquele jogador catalão, mas se ele for mais regular, mantendo a boa medianidade, já é um reforço substancioso para qualquer clube do cenário nacional.
No ataque, mais vontade do que gol. Complicado destacar algum nome do setor, pois os quatro concorrentes à vaga permutam demais, não dando oportunidade de uma análise mais justa. Talvez fosse mais interessante se o time jogasse com dois homens de frente, do setor mesmo.
Embora o time não esteja correspondendo as expectativas em termo de futebol ( expectativas essas que são coerentes a partir do investimento que foi feito, do elenco que foi montado ), os resultados aparecem, o clube se destaca no cenário nacional devida as façanhas ( conquistas estaduais e o fato de estar invicto ).
Não se sabe até onde tantos paradoxos vão sustentar o sorriso no rosto do torcedor. Não se sabe até onde esses paradoxos vão conviver " harmoniosamente ", seja para melhor, ou para pior.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Os 4 grandes cariocas

Botafogo;
A temporada passada do clube se destacou pela irregularidade. O mesmo time campeão estadual em cima do badalado império do amor, foi protagonista da fatídica derrota para o Santa Cruz e o mítico Brasão. Para desempatar, o time brigou por uma das vagas na elite nacional para disputar a libertadores e, de recompensa, conquistou a mesma sul-americana que o flamengo quase rebaixado conquistou.
Se antes o elenco do Botafogo não me animava, hoje muito pouco mudou. A entrada de Arévalo, Márcio Azevedo e Everton foram os destaques. Mas talvez o grande destaque, tenha sido a saída do Leandro Guerreiro, jogador de importância tática, mas de relação já a muito tempo abalada com a torcida. Esse fazia um terceiro zagueiro que Fahel desconhece. Jobson, por questões disciplinares foi emprestado ao Galo, uma pena, se tivesse mais profissionalismo poderia formar uma bela dupla com o uruguaio. Everton talvez dos reforços seja o mais promissor, talvez seja o único que possa adicionar algo de diferente naquele time. Ainda mais porque ele pode ser aquele ala que o Joel tanto gosta de usar. Ou não, talvez ele seja ofensivo demais. Reforço mesmo tem sido as atuações de Renato Cajá e Jeferson que juntamente com o experiente Loco Abreu vem buscando o bicampeonato. Verdade seja dita, Jeferson é um bom goleiro, mas eu não esparava tanto do Cajá. Ainda sim vejo o retorno do Maicosuel como a verdadeira esperança de se formar um time competitivo. O time precisa de um futebol mais ofensivo, de mais criatividade, na dúvida, joga na área.
Vejo um time sem graça, tanto no elenco quanto no esquema tático. Falando em esquema tático, o papai corre risco, para muitos a filosofia de futebol do mesmo está em débito, para outros essa filosofia se encaixou como uma luva nesse time sem sal. Marcello Mattos atua tanto no campo quanto no departamento médico. Somália, nada me impressiona, muito pelo contrário, joga em muitas posições, mas não joga efetivamente bem em nenhuma. Alessandro abusa da irregularidade, talvez ao longo da temporada dê mais prejuízo do que lucro.
Um grande goleiro, um esquema defensivo e um goleaodor.Talvez sejam essas as grandes armas do time carioca, que volto a dizer, com a volta de um meia de qualidade, talvez o time passe a jogar um futebol mais interessante, ou menos monótono. Dessa maneira. o time carioca não promete muito, mas não vai impressionar se fizer algo. Talvez seja hora do time deixar de ser aquele time de campeonato estadual e partir para os âmbitos nacionais. Joel tem sim a sua estrela. Só basta aguardar que a estrela solitária brilhe, ou não.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Os 4 grandes cariocas

Vasco;
Depois de uma temporada apática o time da colina foi modesto nas suas contratações. PC Gusmão declarou que o Vasco só contrataria reforços pontuais e que estivessem dentro das condições financeiras do clube. Assim foi feito, Marcel, Anderson Martins, Elton, Eduardo Costa e Misael estão entre os principais reforços da temporada. Porém o time cruzmaltino teve uma grande perda quando o meia Zé Roberto migrou para o colorado gaúcho. Com o passar da taça Guanabara, devido ao vexame do time, PC Gusmão não aguentou a pressão e Carlos Alberto se tornou mais um "imortal".
Acredito que com a chegada do Ricardo Gomes o time tende a crescer, primeiramente porque com a chegada de um novo técnico o time vive um novo momento, o clima melhora e o ambiente fica mais leve. É como se tudo que se passou até a chegada não importasse mais, um novo começo. O time do vasco está longe de ter um elenco fantástico e diga-se de passagem, perdeu suas maiores estrelas nesse início de temporada. Acredita-se muito na defesa, jovem, mas promissora e no ataque que ainda conta com o maior jogador do elenco atualmente, Eder Luis.
Apesar de não ter um time tão badalado, acredito que o time da colina pode sim formar uma equipe arrumada e competente. O time ainda sonha com a chegada de Diego Souza, um meia que pode acrescentar algo ao time, mas não acredito que seja muito melhor do que o Jeferson, que pode não ser o melhor camisa 10 para uma clube grande, mas se tiver um ao lado pode sim fazer a diferença.
A verdade é que a muito tempo que o Vasco da Gama não aspira grandes objetivos, dos clubes cariocas tem sido talvez o menos competitivo no cenário nacional. Mas a verdade seja dita, o clube tem história, tem camisa e merece respeito. Só falta jogar bola.

Os 4 grandes cariocas

Fluminense;
O atual campeão brasileiro manteve a base da temporada passada e acrescentou reforços pontuais. Diego Cavalieri, Edinho, Souza, Rafael Moura e Araújo foram os grandes destaques. Dessa forma o tricolor das laranjeiras reforçou seu poder de marcação, encontrou um outro meia de qualidade para o lugar do luso-brasileiro Deco e, por fim, reforçou o ataque que vive sofrendo perdas para o departamento médico. A princípio, no papel, tudo tendia ao sucesso, o poderoso Muricy conseguiu formar o plantel do qual tanto fala, com Conca, o grande nome do último brasileirão, com a força das laterais juntamente com Fred, um artilheiro de qualidade, o tricolor é sim franco favorito em quase todos os títulos que disputar na temporada.
Para mim, o grande problema do time está na defesa, a zaga não tem recursos, as únicas qualidades que possuem ambos os zagueiros é a altura, que pode servir tanto numa bola aérea contra ou a favor ( diga-se de passagem característica do técnico, que no outro tricolor, o paulista, investia no esquema com três zagueiros... a diferença está na qualidade deles ), a zaga carioca é muito limitada, possui pouca técnica e peca muito na velocidade. Os laterais costumam subir até mesmo para pingar aquela bola na área que o técnico tanto gosta, os volantes precisam entender o lugar deles, caso contrário deixaram a zaga exposta a um contra-ataque de velocidade. Uma combinação perfeita para se tomar gols.
Outro problema pontual está na armação, Souza é sim um bom nome e até mesmo Deco tem lá sua qualidade, mas a grande responsabilidade está nas costas de Conca. Muitos foram os jogos que o argentino resolveu sozinho, com uma boa jogada ou até mesmo uma finalização. Com muito mérito foi o destaque do campeonato. Algumas questões surgem nessa temporada: vai que na temporada passada o Conca viveu um bom momento, momento esse que pode ter passado; além disso é válido ressaltar que quando um jogador passa por uma cirurgia como a que o Coca passou, não se sabe quanto tempo ele vai precisar para recuperar o ritmo apresentado até então. Volto a dizer que Conca é sim um jogador de qualidade, mas não tenho certeza se ele vai voltar a ser aquele jogador capaz de levar outra taça para as laranjeiras.
Dessa forma concluo dizendo que o Fluminense no papel é favorito, mas futebol se resolve dentro das quatro linhas, ninguém ganha no papel e muito menos vivendo de temporada passada.